Notícias


06/10/2018

Aprofundando a Palavra


 
Mensagem do 27º Domingo do Tempo Comum

“O que Deus uniu, o homem não separe!” (Mc 10,9)
 
A liturgia da Palavra, neste domingo, nos ajuda a compreender o valor da sacralidade da união conjugal, quando se abraça o matrimônio na liberdade e na verdade do compromisso de viver a unidade do amor no respeito às diferenças.
A 1a leitura do livro do Gênesis nos ajuda a compreender o sentido da vida do ser humano enquanto ser de relações. Este relato não é uma tese científica para explicar a origem da vida, afirmando que o homem veio do barro. Trata-se de uma verdade de fé que afirma que o ser humano é criado por Deus. 
A criação da humanidade se dá plenamente com a criação da mulher. Tudo acontece  durante o sono profundo de  Adão para dizer que ninguém conhece a sua origem. Eis o mistério da pessoa humana! Além disso, o texto deixa claro que é no reconhecimento do outro (diferente do eu) que se estabelece o verdadeiro relacionamento humano. Agora sim, a união dos diferentes dá sentido à unidade do amor, quando o homem e a mulher se tornam uma só carne. 
      No Evangelho, Jesus é questionado pelos fariseus sobre o divórcio e responde que Moisés permitiu tal coisa por causa da dureza do coração deles, mas lembra que “o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne (...). Portanto, o que Deus uniu o homem não separe!” (Mc 10, 8-9). E exorta contra o adultério. Tal exortação é pertinente diante de uma sociedade relativista, em que os relacionamentos se tornaram descartáveis. Muitos vão para o casamento vivendo mais a paixão do que o amor, ignorando o valor e a responsabilidade do sacramento do matrimônio. 
      No entanto, não se pode julgar os que tiveram a infelicidade do divórcio, mesmo porque  há muitos casamentos que Deus não uniu, quando faltam elementos essenciais que garantem a validade do sacramento. Nesses casos, depois de um longo estudo a Igreja pode declará-los nulos. 
      Peçamos a Deus que confirme  o amor dos que abraçaram o matrimônio, a fim de que vivam unidos no amor de Cristo, pois só se aprende que amar é doar a vida com Aquele que nos amou assim até o sacrifício na cruz (cf. 2a leitura).
 
Pe. Danival Milagres Coelho.