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02/03/2019

Aprofundando a Palavra


 

Artigo do VII Dom. T.C.

 

“Bem-aventurado vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus!” (Lc 6,20) 

 

            A Liturgia da Palavra nos chama à coerência de vida a fim de vivermos de forma autêntica a fé que professamos e de sermos capazes de estabelecer correções fraternas sem cairmos na hipocrisia.

 

            A primeira leitura do Eclesiástico nos ensina que o homem se revela através de seus gestos e palavras. Por isso afirma: “O fruto revela como foi cultivada a árvore; assim, a palavra mostra o coração do homem” (v.7). Deste modo, as nossas palavras comunicam muito mais do que aquilo que foi dito, pois o modo como falamos expressa o que sentimos e, por isso, no falar o homem também se revela.

 

            No Evangelho, Jesus nos exorta a não cairmos na hipocrisia, que seria justamente a incoerência entre fé e vida, entre o que falamos e vivemos, entre o que ensinamos e fazemos. Se estivermos numa vida inautêntica, não seremos capazes de convencer e nem de guiar verdadeiramente os irmãos para o caminho do bem. Jesus nos convida, neste caso, a tirar primeiro a trave do nosso olho para sermos capazes de enxergar bem o cisco do olho de nossos irmãos.

 

            De fato, quando falamos e agimos agressivamente e com moralismo com relação aos nossos irmãos, diante de suas fraquezas, no fundo, estamos escondendo também as nossas fragilidades e as nossas incoerências. Enfim, por trás de todo discurso e atitude moralista, está a fragilidade do ser humano. Por isso, Jesus nos chama a uma vida autêntica e coerente com os valores da nossa fé, para sermos capazes de ajudar o próximo, sem faltar-lhe com a misericórdia.

 

             Por fim, São Paulo nos exorta também a viver da esperança de que a vitória sobre o pecado e a morte foi-nos dada por Jesus Cristo. Assim, empenhemo-nos na obra do Senhor, sendo firmes na fé, no esforço de uma vida autenticamente cristã, certos de que nossas fadigas

não são em vão (cf. 1Cor 15,58).

 

Pe. Danival Milagres Coelho