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11/08/2019

Aprofundando a Palavra - Pe. Danival Milagres


 

“Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar” (Lc 12, 37)

 

(Artigo do XIX Dom. do TC, 11-08-19)

 

 

            A Liturgia da Palavra nos convida a cultivar a fé que opera pela caridade, através do serviço gratuito e generoso. Eis o modo de estarmos vigilantes e preparados para acolher o Senhor que vem para nos fazer participantes da plenitude da vida, no seu Reino definitivo.

 

Jesus usa a imagem do servo vigilante e atento a sua missão para designar a ideia central e inspiradora que deve caracterizar o relacionamento dos que querem participar de seu Reino.

 

Neste sentido, Jesus desenvolve o tema do serviço, mostrando um relacionamento vertical entre o servo e o seu senhor; um relacionamento horizontal entre os servos; enfim o surpreendente relacionamento entre o senhor e os seus servos: “ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se a mesa e, passando, os servirá” (Lc 12,37).

 

            Deste modo, o servo que conhece a vontade do seu senhor estará sempre vigilante, à espera de sua volta, administrando com justiça e honestidade o que o senhor lhe confiou. Essa mesma atitude exige-se da vida cristã, pois somos servidores do Reino que Jesus anunciou. Eis o nosso tesouro e aí deve estar também o nosso coração, pois caminhamos para o Reino definitivo, na esperança de sentarmo-nos à mesa com o Cristo, que significa compartilhar não só o pão, mas a plenitude da sua vida.

 

Assim como o povo de Israel esperou com prontidão a libertação do Egito, pois sabia a que juramento tinha dado crédito (cf. Sb 18,6), nós também somos convidados a manter viva a esperança cristã que se fundamenta na fé em Cristo que nos amou, colocando-se entre nós como aquele que serve (cf. Lc 22,27).

 

Portanto, estejamos vigilantes, com a lâmpada de nossa fé acesa; fé de obediência à vontade de Deus, como a de Abraão e Sara (cf. Hb11,8); fé que opera pela caridade através das obras de misericórdia, levando aos que perderam o sentido da vida a esperança do Reino definitivo.

 

Pe. Danival Milagres Coelho