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23/11/2019

Aprofundando a Palavra - Monsenhor Danival Milagres


 

(Artigo do XXXIV Dom. TC. Festa de Jesus Cristo Rei do Universo – 24-11-19)

 

                Neste último domingo do Ano Litúrgico, celebramos a solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo. O que significa reconhecer que Jesus é Rei e como é o seu reinado?

 

                Assim como Davi, em Hebron, é reconhecido como rei por todas as tribos de Israel, conforme disse o Senhor: “Tu apascentarás o meu povo Israel e serás o seu chefe” (2Sm 5,2); também Jesus, filho de Davi, se revela como verdadeiro rei, não só de Israel, mas de todo o universo.

 

                Considerá-lo Rei é aceitá-lo como o Senhor de nossa vida. O senhorio de Jesus se manifesta plenamente na Cruz, onde Ele morrendo destruiu a morte e nos garantiu a vida pela sua ressurreição. A cruz é o seu trono, cujo poder é o serviço e a solidariedade com o sofrimento humano como expressão máxima de um amor vivido até as últimas conseqüências.

 

                Por isso, Jesus não sucumbiu diante das zombarias e insultos (cf Lc, 23, 35.36.39), quando foi tentado a salvar-se a si mesmo, descendo da cruz para provar que era o Filho de Deus. Ele não fez milagre em causa própria. Pelo contrário, ele preferiu o caminho do amor solidário, do serviço humilde e gratuito à manifestação gloriosa do seu poder, como sinal extraordinário. Na Cruz, Jesus vence, mais uma vez, a tentação do poder e do prestígio. Eis o nosso Rei que se fez servo de todos, doando-nos a vida!

 

                Ainda na cruz, Jesus manifesta o seu reinado, fazendo reinar o amor e o perdão, reconciliando consigo todos os seres, os que estão na terra e nos céu (cf. 2a leitura). De fato, em Cristo, o Pai “nos libertou do poder das trevas e nos recebeu no reino de seu Filho amado, por quem temos a redenção, o perdão dos pecados” (Cl 1,13-14).

 

                Portanto, reconhecê-lo como Rei é viver sob o senhorio do seu amor, pois nisto consiste o seu reinado. Pelo Batismo, somos chamados a participar de seu Reino, deixando que reinem em nossos corações o amor e a misericórdia.

Mons. Danival Milagres Coelho.