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25/07/2020

Aprofundando a Palavra - Monsenhor Danival


“O Reino dos céus é como um tesouro escondido no campo” (Mt 13, 44)

(Artigo do XVII Dom. TC. 26-07-20)

 

A liturgia da Palavra nos revela o valor do Reino anunciado por Jesus através de parábolas, mas é preciso ter sabedoria e discernimento para praticar a justiça (cf. 1a leitura) como resposta ao chamado à salvação (cf. 2a leitura).

 

O Evangelho de hoje nos apresenta a conclusão do discurso de Jesus sobre o mistério do Reino dos Céus. Temos ouvido as diversas parábolas sobre o Reino, cujo mistério o Pai revelou aos pequeninos e não aos sábios e entendidos (cf. Mt 11,25). Ao concluir seu discurso, Jesus conta as parábolas do tesouro escondido e da pedra preciosa que revelam o valor do Reino dos Céus que está próximo de nós (cf. Mt 3,17).

 

Ora, se o Reino dos Céus já é, em Cristo, uma realidade presente, é necessário acolhê-lo, como alguém que encontra um tesouro escondido ou uma pérola preciosa. Quem o encontra é capaz de vender todos os bens para adquirir tal tesouro. Para isso, peçamos a Deus um coração sábio e inteligente (cf. 1Rs 3,12), como concedeu a Salomão, para nos decidirmos radicalmente pelo Cristo e pelo seu Reino.

 

Assim fez São Paulo em sua experiência de fé, no seu encontro com Cristo. Embora sendo israelita de raça, fariseu zeloso em relação à Lei judaica, preparado para ser um rabi, ele vai considerar tudo isso um lixo, por causa do conhecimento de Cristo Jesus (cf. Fl 3, 8). Desde então reconhece que o amor de Deus nos predestinou para nos assemelharmos à imagem de seu Filho (cf. Rm 8, 29).

 

Por fim, através da parábola da rede que apanha todo tipo de peixe, Jesus aponta para a plenitude deste Reino, que é anunciado a todos. No entanto, a participação no Reino definitivo é reservada aos que o acolhem e vivem segundo a sua Justiça, que é obedecer à vontade de Deus, vivendo o amor e a misericórdia (cf. Mt 5,43-48). Eis o critério para o Juízo final, que é um tema presente ao longo do Evangelho de Mateus (cf. Mt 3,12 – 25,31s).

 

Mons. Danival Milagres Coelho.